segunda-feira, maio 30, 2005

Medianimidade/Telepatia

Os médiuns são pessoas que acreditam poder entrar em comunicação com as almas dos mortos, estes pensam poder transmitir aos participantes mensagens de outro mundo e informações deste mundo.
Os médiuns têm fé nestas suas capacidades, e parece que a crença de estar em contacto com o além é essencial para as suas manifestações.
O estudo da medianimidade tem se revelado, na 1ª metade do século passado, uma constante descoberta. No decurso da Historia, poderiam contar-se infinitamente os casos que precedem o caso das “irmãs Fox”.“Cerca de 1848, vivia a família Fox em Nova Iorque, esta foi perturbada por estranhos fenómenos: rumores sem uma causa lógica, pancadas batidas repentinamente sobre as paredes, etc… A família eram compostos pelo Sr. Jonh Fox, sua mulher e as suas duas filhas muito jovens: Margaret e Kate; estas duas meninas, sensíveis aos estranhos fenómenos, tiveram a ideia de que as “pancadas” proviessem do “espírito de um defunto”. Mediante um alfabeto convencional, baseado na frequência e no numero das pancadas elas conseguiram “comunicar com o presumível defunto” o qual, dessa forma, pôde manifestar-se, dizendo que fora vitima de um assassínio e acrescentou que no celeiro da casa poderiam ter a confirmação, descobrindo o “seu cadáver” (é de notar que depois de verificado, tal era exacto).
Estudiosos tentam explicar esta teoria, dizendo que os médiuns somente lêem o pensamento do “cliente” e em seguida interpretam, como se fosse um actor, a única diferença entre o actor e o médium, é que o actor pesquisa, analisa a personalidade da personagem, em contra partida o médium muitas das vezes nada sabe do “morto”.
Mas impõem-se uma questão: Como é que o médium em transe, assume por vezes características, atitudes e recordações próprias de pessoas totalmente desconhecidas a si mesmo em condições normais?”.
Para isso, é preciso considerar um “novo aspecto do fenómeno”, segundo o qual as “aspirações transcendentais do médium e dos participantes das sessões podem constituir os motivos emocionais básicos para o condicionamento determinante dos efeitos das manifestações medianímicas”, diz Servadio, um parapsicologista.
“Uma das vias mais interessantes para chegar a conhecer os últimos aspectos da medianimidade é aquela que a considera directamente com base na experiência e do ponto de vista daqueles médiuns que são capazes de efectuar um certo grau de introspecção e de autocrítica” afirma Garrett, Eileen.
Entre os fenómenos de que se ocupa a parapsicologia, aquele que tem sido mais estudado é a telepatia, definida como o contacto entre dois cérebros, sem recorrer à linguagem, à mímica ou a qualquer outra sinalização física.

Silvia Moreira (aluna do 11ºD, nº16)





quarta-feira, maio 04, 2005

A deficiência...

Um Homem através dos seus feitos, conquistas ou descobertas é capaz de elevar-se às alturas, elevando consigo o resto do mundo. O mesmo acontece com o seu egoísmo e indiferença onde é capaz de inferiorizar um Outro. Este outro ao cair, cai sozinho no esquecimento e na indiferença. Porque será que para subir a um pedestal todos os Homens se acompanham mutuamente? E porque será que quando alguém é esquecido, preferem esquecer? Na minha opinião é isto que acontece no mundo da deficiência.
Senão vejamos: quantas vezes vemos na televisão, ouvimos na rádio ou lemos nas revistas e jornais os problemas que os deficientes têm de enfrentar à margem da sociedade? À margem sim, porque a sociedade faz questão em esquecê-los e a pô-los de parte, afinal eles não passam de uns coitadinhos que não podem fazer nada sem a ajuda de ninguém!
Existem muitas leis que protegem os deficientes dando-lhes a igualdade e o respeito que tanto merecem; dando-lhes as possibilidades de se tornarem aceites na sociedade. Está tudo escrito, na teoria os deficientes não são esquecidos nem postos de lado. Mas, todos nós sabemos, embora nos esqueçamos uma vez que isso não nos afecta, que na prática nada disto acontece.
A última coisa que os deficientes precisam é do nosso olhar indiscreto que os constrange, mas que tantas vezes os atinge. Quando um deficiente passa por nós a primeira coisa que fazemos é olhá-lo como se ele não fizesse parte do nosso mundo. Eles não precisam da nossa pena, mas sim do nosso apoio, do nosso respeito.
Vivemos numa sociedade progressista, em constante evolução, a nível da tecnologia e da ciência e ao mesmo tempo numa sociedade egoísta e retrógrada onde a lei do mais forte perdura, isto é, o Homem normal vence todos os dias o deficiente, obrigando-o a viver nas sombras da realidade.
Infelizmente faço parte desta sociedade lembrando-me hoje e sempre que poderia ser eu a condenada a viver todos os dias no esquecimento, nas sombras; e a perder constantemente este jogo em que se tornou a vida
Noémia Barbosa (aluna do 10º D, nº16)

quarta-feira, abril 13, 2005

A resposta esperada

Tanto a ciência como a religião, nas suas formas mais nobres tem como objectivo a busca da verdade. A ciência desvenda um mundo em que há espantosa ordem e harmonia, um universo com claras evidências de projecto inteligente. A religião verdadeira dá significado a essas descobertas, ao ensinar que a mente do criador está por detrás do projecto manifesto no mundo físico.
“A religião aumenta a minha admiração pela ciência” diz o biólogo molecular Francis Collins. Ele continua “quando alguma coisa nova é revelada sobre o genoma, experimento um sentimento maravilhoso de satisfação ao perceber que a humanidade agora sabe alguma coisa que só Deus sabia antes. É uma sensação incrível e emocionante, que me aproxima de Deus e torna a ciência ainda mais gratificante para mim.”
O que ajudará alguém a conciliar a ciência e a religião?
A nossa busca por respostas sobre o infinito do universo, o espaço e o tempo não tem fim. O biólogo Lewis Thomas afirmou “essa busca nunca terá fim, pois somos uma espécie dotada de insaciabilidade e curiosidade: sempre explorando novos horizontes, investigando e procurando entender as coisas. Jamais atingiremos esse estágio.”
Mas o conhecimento parcial ou limitado sobre questões científicas e religiosas não nos impede de chegar a conclusões coerentes com base nos factos que conhecemos. Não precisaremos de conhecimento detalhado sobre a origem do sol para termos certeza absoluta de que ele se levantará a manhã?
Na nossa busca das respostas, precisamos ser guiados por princípios sólidos. A menos que nos guiemos pelas evidências mais idóneas, podemos ser facilmente desencaminhados na nossa busca da verdade científica ou religiosa. Falando de modo realista, nenhum de nós tem condições de avaliar todo o conhecimento e conceitos científicos que hoje enchem enormes bibliotecas. Por outro lado, a Bíblia é um compêndio de ensinamentos espirituais, de fácil manuseamento. A Bíblia é comprovada por factos estabelecidos.
Relativamente ao conhecimento em geral – tanto na ciência como na religião -, é preciso um esforço sincero para distinguir entre facto e especulação, entre realidade e engano. Para conciliar a ciência e a Bíblia precisamos deixar que os factos falem por si, evitando conjecturas e especulação, e examinar como cada facto apoia e amplia o outro.
Evidentemente, assim como ocorre com a ciência, a falsidade e práticas prejudiciais se infiltram na religião, de forma que podemos nos perguntar: existe a religião verdadeira e a religião falsa? Isso explica porque muitos abandonam a sua religião e ao mesmo tempo deixam de crer que a ciência e religião podem ser compatíveis.
Jeanete Machado (aluna do 10ºD, nº 25)


quarta-feira, março 16, 2005

Reflexões do quotidiano


Hoje em dia e cada vez mais nos deparamos com atentados, catástrofes ecológicas, mortes, doenças, ou seja, sofrimento…
Desde o atentado de onze de Setembro, ao Maremoto na Ásia, passando por vários atentados terroristas em estações de comboio ou escolas, tudo isto mostra e transmite a revolta, o desânimo, o desequilíbrio que toda a população mundial sofre.
Um dos agravantes de todas estas tragédias, é a divulgação constante e pormenorizada dos meios de comunicação. Ligamos a televisão, abrimos o jornal, sintonizamos a rádio, saímos à rua e somos bombardeados com milhares de palavras, biliões de letras que só nos servem de desconforto, de dúvida, de angústia, de revolta…
Por vezes, até chegamos ao ponto de pensar, que não existem notícias/acontecimentos menos maus ou até bons.
Já um grande realizador de filmes dizia, “A vida não é mais do que uma tragédia, no entanto há pessoas que vivem essa tragédia a rir e outros vivem-na tragicamente, e isso reflecte-se nos filmes.”
Bom, depois de tudo isto, acho que nós devemos olhar para a vida sempre com um sorriso, pois esta é comparável a uma moeda, por vezes, só mostra uma face mas são necessárias as duas para a tornarem verdadeira…

Sofia Oliveira (aluna 11ºB)

domingo, março 13, 2005

A face oculta da diversão

No mundo actual, estamos sujeitos constantemente a mensagens, nem sempre positivas da comunicação social. O cinema, as revistas, a música e as séries televisivas, transmitem a ideia do esoterismo. Na minha opinião estas mensagens são muito negativas e funcionam como o “ópio dos adolescentes”. Desde a mais tenra idade, as crianças assistem aos desenhos animados, que estão repletos de imagens esotéricas, como fadas, bruxas, duendes, Homens com poderes sobrenaturais, onde o bem vence sempre o mal, mas que na realidade, em vez de transmitirem uma mensagem positiva, transmitem um conjunto de imagens tanto positivas como negativas confundindo a mente das crianças, que pensam que para acabar com o mal é necessário matar e torturar. Nas revistas de teenagers aparece sempre o horóscopo, os feitiços de amor, o dia da sorte que as raparigas e, cada vez mais, os rapazes bebem como se fosse uma necessidade que de quinze em quinze dias tem que ser satisfeita. Este fenómeno acontece pois estas revistas são muito coloridas, chamativas, têm uma capa muito atraente, oferecem sempre brindes e no interior aparecem sempre posters dos cantores e actores do momento. Os leitores destas revistas sem se darem conta praticam actos de bruxaria que os deixa num estado de ânsia e stress pouco saudável. A considerada “oitava arte”, ou seja, os jogos de vídeo são uma mistura de sons, ruídos, músicas e imagens que bombardeiam os jovens a partir do ecrã do computador. Ao utilizá-los o cérebro não realiza qualquer actividade criativa, pois nos jogos de vídeo tudo nos é dado e tudo está feito ao contrário dos legos e puzzles. Os jogos de vídeo cada vez mais são sangrentos e incutem nos jovens a mensagem de que com violência tudo se consegue. O mundo do cinema exerceu e exerce uma grande influência sobre os jovens. Desde a sua criação, o grande ecrã sempre criou mitos e super-estrelas, lançando modas e novas correntes de pensamento. Com a sua grande divulgação o cinema procurou formas de atrair as massas e virou-se para o esoterismo, encontrando personagens maravilhosas que encantam e maravilham as pessoas, principalmente os jovens. Por fim, posso falar da música e das discotecas que põem os jovens num ritmo frenético ao som de uma música ensurdecedora, que não permite qualquer tipo de comunicação verbal. A música das discotecas tem de ser gritada por força, caso contrário não existiria. Eis um pormenor importante. Normalmente, as pessoas que gritam são aquelas que têm pouco a dizer. Com efeito, precisam de elevar a voz para se fazerem escutar. O mesmo acontece com a música das discotecas. É tão miserável e pobre do ponto de vista artístico, que para se fazer ouvir, deve necessariamente ser “gritada” pelos amplificadores. Posso concluir, que o mundo cada vez mais nos torna “viciados” em personagens maravilhosas, mas ao mesmo tempo horríveis que nos provocam comportamentos impróprios da condição Humana.
Inês Silva (aluna do 10º D, nº11)

quarta-feira, março 09, 2005

Caminhada Arouca 5

Caminhada Arouca 4

Caminhada Arouca 3

Caminhada Arouca 2

Caminhada Arouca 1

A perspectiva do mundo...

Numa bela noite estava eu a pensar como seria o mundo no futuro e reparei que o céu estava estrelado…acabei por adormecer.
Acordei parecendo ainda que estava noite, mas não…era um mundo completamente diferente, mais escuro e sinistro…tudo era estranho.
Quando me levantei notei que o céu não estava normal, chovia com intensidade e percebi que desde a noite passada o tempo tinha-se alterado de forma violenta.
Reparei também nas coisas que nunca tinha reparado: o mundo estava muito mais evoluído, o papel do Homem era substituído por máquinas…, máquinas “frias” e que acima de tudo não pensam…
Saí à rua…vi que estava repleta de pessoas misteriosas, todas vestidas de forma misteriosa e arrepiante…movimentavam-se muito rapidamente como se estivessem a fugir de alguma coisa ou de alguém; as pessoas não se cumprimentavam, não se falavam...; eu não sabia porquê. Então, perguntei-me, a mim mesmo, se teria acordado noutro mundo.
Finalmente acordei e vi apenas que era um pesadelo, um grande pesadelo. Mas…, poderá o mundo algum dia evoluir desta forma e sem controlo do Homem?
Vitor Gonçalves e João Vinhas (alunos do 11ºD)

quinta-feira, março 03, 2005

O conflito entre ciência e religião


Será que a religião não é uma doença contagiosa?
Religião e ciência costumam ser encarados como inimigos mortais, estando numa eterna batalha onde a supremacia de uma significa a eliminação da outra. De um lado, estão cientistas como o químico Peter Atkins, para quem é “impossível” conciliar religião e ciência. Na sua opinião, crer “que Deus seja a explicação (de algo, quanto mais de tudo) é uma afronta ao intelecto”. Do outro lado, os religiosos culpam a ciência por destruir a fé. Para eles, a ciência praticada hoje não passa de uma fraude: os factos científicos podem estar correctos, mas a interpretação errónea dada a eles corrói a religiosidade. Exemplo disso são declarações como a do biólogo William Prosine. Ele afirma que segundo o darwinismo, “em última análise não há base para a ética nem sentido para a vida”.
Porém parte do conflito deve-se a asserções falsa ou infundadas de ambos os lados. Por séculos, líderes religiosos ensinavam lendas míticas e dogmas erróneos que não tem base nas Escrituras inspiradas e contradizem as modernas descobertas científicas. Por sua vez, muitos Homens de ciência falham quando apresentam como facto comprovado a teoria de que a vida evoluiu da matéria inanimada, independente de Deus. Estes escarnecem da fé religiosa como anti-cientifica.
Será que é possível, então, conciliar a ciência e a religião? A resposta é sim. Na realidade, a ciência comprovada e a verdadeira religião não se contradizem, mas complementam-se.
Jeanete Rafaela (aluna do 10ºD, nº 25)

quarta-feira, março 02, 2005

A razão da razão

No dia a dia verifica-se uma mistura de razão e sensação. Nem sempre sensações, nem sempre razões…Pois, se a vida fosse feita só de verdades imutáveis, universalmente aceites e válidas, a vida não teria “vida”, seria tudo monótono, não havia sensações boas e más, experiência boas e más.
Na vida existem perguntas “racionais”, como por exemplo, 2+2=4; ou qual a data de nascimento de Kant. Estas questões têm de existir para sempre, para que tenhamos algumas certezas, precisamos de provas/dados científicos.
Mas, em contrapartida a vida regida só de sensações e experiências, levantaria muitas inquietações; cairíamos no erro dos raciocínios indutivos.
Na minha opinião, o racionalismo liga-se a algo objectivo, enquanto que o empirismo está sujeito a uma liberalização da parte do Homem.
Silvia Moreira (aluna do 11ºD, nº 16)

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

A cultura


O mundo esta dividido por diferentes culturas. Estas culturas são constituídas por diferentes valores. Algumas culturas pensam que é bonito trespassar o nariz com anéis, o que outras acham completamente ridículo e nunca o fariam.
Os valores variam muito conforme as culturas, ou seja, os modos de vida de um povo que se assemelha entre si, mas se diferencia das outras.
Estas diferenças entre as culturas provocam muitas vezes conflitos entre elas, difíceis de resolver.
Há pessoas que acreditam em valores universais, a que todas as culturas devem obedecer, mas outras opiniões dizem que cada cultura tem os seus próprios valores e que não existem valores universais, pois se existissem teriam de ser impostos pela força e seriam, por isso, auto destrutivos.
Assim, devem-se criar acordos entre as culturas para que terminem os conflitos e os valores universais devem ser criados passo a passo, com respeito e colaboração, para que haja um mundo melhor. Estes acordos nem sempre são possíveis, mas existe um que teve êxito, ou seja, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que foi possível
Graças à grande cooperação e tentativa de superar alguns problemas.
As diferentes culturas também se devem respeitar na tentativa de diminuir os confrontos entre elas.
Assim, as culturas são o espelho dos diferentes modos de vida e das diferentes visões do mundo formadas pelas pessoas. No entanto, não existe uma cultura que se considere moralmente melhor do que outra, uma vez que todas têm as suas maravilhas e a sua face mais escura, mas que para os membros dessa cultura é perfeita.

Ana Oliveira (aluna 10º D, nº2)

A vida


A vida é o que temos de mais importante, pois não nos dá uma segunda oportunidade.
Todos os dias passamos a uma nova etapa nesta nossa caminhada para a morte. Posso estar a ser muito pessimista, mas na vida só temos uma certeza: a morte.
Muitas pessoas afirmam que existe uma vida para além da morte, mas se assim fosse essas pessoas não se agarrariam tanto à vida como o fazem. A vida é uma amiga traiçoeira, com muita facilidade nos dão a vida e com a mesma facilidade a tiram.
Durante a nossa existência a vida faz-nos passar por obstáculos, problemas e preocupações que só servem para realçar o valor desta e mostrar-nos que por muito que o Homem “cresça” e se desenvolva a vida é um dom e não um simples objecto sujeito à vontade do Homem.

Inês Silva (aluna 10ºD, nº11)

Pink Floyd- 30 anos depois...

PINK FLOYD
30 anos depois...

Pink Floyd... quem já não ouviu... mas quem já realmente escutou?
Lançada há dois anos a edição comemorativa do trigésimo aniversário de “The Dark Side of the Moon”, a editora e a ex-banda acrescentam nesta proposta, para além das letras, novas fotografias dos elementos e imagens de outras edições anteriormente comercializadas propondo uma nova viagem através dos temas que compõem o álbum originalmente lançado em 1973.
Intemporal e ponto de referência para (quase) tudo o que se fez depois no mundo da música, o álbum brinda-nos com sonoridades que recriam perfeitamente o ambiente descrito nas letras numa harmonia como muito poucos conseguiram. Uma simplicidade trabalhada que nos relaxa e, ao mesmo tempo, nos perturba.
Inovador, “The Dark Side of The Moon” constituiu um passo importante para a época, num misto de efeitos sonoros conjugados com os tradicionais instrumentos, abrindo assim portas para a evolução da música, nomeadamente, ao nível do experimentalismo. Um bom exemplo disto é a faixa instrumental “On The Run” que parece crer provocar um incómodo sentimento de fuga. A ouvir sem preconceitos. Neste albúm também figuram clássicos como “Money”, verdadeiros hinos que se mantêm actuais e que ainda hoje ouvimos na rádio. De realçar também as faixas “Us and Them” e o instrumental “Any Colour You Like” que nos aparecem como sugestões de fuga ao quotidiano e a repensar esse mesmo quotidiano. “Eclipse” surge naturalmente como o “grand finale” de “The Dark Side of the Moon”. É-nos assim desvendado o “lado negro da lua” que, todos nós temos, ainda que nem sempre o escutemos.
Um bom companheiro de viagem, decididamente, a ouvir sem preconceitos.
30 anos depois, para quem ainda não ouviu, a experimentar e, para quem já conhece, a tirar do fundo da prateleira e a recuperar...

Nuno Freixo e Ricardo Sousa (professores)

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

O toque de algo

O toque de algo
O som do cair da chuva
O beijo que nunca me deste
e do qual continuo à espera

O cavalo prateado é um presente
A chave para grandes céus
Onde uma porta poderá abrir-se
Onde o meu precioso coração repousa

Se a porta se abrir
Não existe caminho de retorno
O coração que possuo
que fora outrora preto
é agora teu para governar
e com amor preencher

Nuno Lage 11ºC

sábado, fevereiro 19, 2005

Se olharmos à nossa volta


Se olharmos à nossa volta o que vemos?
O que nos salta logo à vista é a presença humana, pois é com ela que nos relacionamos mais directamente e apesar de sermos todos diferentes, também somos todos iguais. Apesar de vivermos no mesmo mundo, nem todos temos acesso às mesmas coisas, o que influência a nossa cultura, ou seja, o modo de vida de um povo.
Diferentes culturas são sinónimo de diferentes valores. Um dos factores que influência as culturas é a ciência. A ciência com a sua visão, atinge as culturas de diferentes modos. As culturas mais sólidas e mais resistentes às inovações são aquelas que são menos influenciadas. Nessas culturas, as pessoas não tem muita opção de escolha de novos valores. Em culturas mais abertas a ciência tem um poder maior, provocando um grande reboliço de novas ideias e correntes, onde os valores estão em constante mudança e adaptação.
Actualmente, existe uma grande globalização, isto é, as culturas influenciam-se mutuamente, mas infelizmente, algumas culturas querem sobrepor-se a outras, pensando que são superiores e melhores. Esta atitude provoca um choque e conflitos entre estas. Penso que devia existir uma maior tolerância, respeito e diálogo entre as culturas, para se evitar conflitos armados.
Será que existe um valor universal? Eu acho que não existe nenhum valor universal, pois as pessoas têm diferentes formas de pensar e um único valor poderia causar mais conflitos.
Inês Silva (aluna do 10º D, nº 11)

Valor sentimental


Serão os valores sentimentais mais importantes que os valores económicos? Para mim, sim. O que seria a vida se um corpo por dentro fosse oco? O que seria a vida se o dinheiro apenas importasse e comprasse tudo de bom que está dentro de nós? Para mim a vida seria nada, mais nada menos do que vazia, no fundo, não seria vida; seria apenas uma peça de teatro à qual todos nós seríamos vistos como bons actores porque não passaríamos disso, de actores controlados por um director chamado “valor económico”.
Noémia Barbosa (aluna do 10º D, nº16)

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Discriminação


Actualmente, vivemos numa sociedade em que predomina a discriminação, ou seja, a rejeição de um grupo com características semelhantes pela sociedade.
Existem vários tipos de discriminação, mas em todos os casos está presente a violação de princípios, o que não impede as pessoas de discriminarem os grupos que menos lhes agradam.
Um dos tipos de discriminação mais frequente é a da mulher. Esta já existe há muitos anos e tem vindo a diminuir ao longo dos tempos, embora continue ainda com níveis bastante elevados.
Antigamente, as mulheres raramente podiam sair de casa, não podiam fumar, usar calças ou saias curtas ou ainda consumir bebidas alcoólicas, pois eram alvo de críticas imediatas por parte da sociedade.
Hoje em dia isso já não acontece, embora ainda seja pouco frequente ver uma mulher descansar depois de um dia de trabalho, enquanto o marido se responsabiliza pelo jantar.
Outro tipo de discriminação é a dos estrangeiros, que acontece muito no nosso país, principalmente com os ucranianos, que dificilmente são aceites num bom emprego.
No verão assisti a um episódio curioso passado com dois ucranianos, quando estava com a minha família num café e, na televisão, estava a decorrer uma competição dos jogos olímpicos. A Ucrânia ganhou a medalha de ouro nesta competição e os dois ucranianos ficaram eufóricos, sendo alvo de imediatos comentários por parte das pessoas presentes.
Para além destes dois tipos de discriminação, existem também outros tipos, como por exemplo a dos pobres ou a dos doentes.
Na minha opinião, a rejeição de pessoas da sociedade deve-nos fazer reflectir e lutar para que seja cada vez menor, uma vez que o direito à igualdade é um dos direitos prioritários na nossa vida.
Por exemplo, no caso da discriminação da mulher, devemos ter em conta que estas são capazes de fazer coisas que os homens nunca fariam, não devendo por isso ser alvo de críticas alegando que são inferiores a eles. O mesmo acontece com os outros tipos de discriminação.
Afinal, nunca se sabe onde estará a inteligência e a sabedoria: se nas mulheres ou nos homens, nos portugueses ou nos ucranianos.

Ana Oliveira (aluna do 10º D, nº 2)

quinta-feira, janeiro 27, 2005

O Futuro

O Futuro traz paixão
Traz romance no ar
Alegria no coração
E um brilho no olhar

O Futuro traz ainda,
Ainda para se ver
Traz a beleza escondida
Do que há para viver!

O Futuro traz coragem
Confiança e determinação
O Futuro é uma miragem
Do que sente o coração!

No final desta viagem
De tão curta duração
Entre o amor e a miragem
Perdemo-nos pela Paixão!


Patrícia Rocha, (aluna nº 21, 10ºB)

Aprendi que não importa em quantos pedaços está partido o meu coração!
O mundo não pára para eu o consertar...
Amar não significa transmitir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz.
Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar sonhos...
Aprendi que o tempo é muito precioso...
Não vale a pena resgatar o passado, mas sim construir o futuro!!!

Ana Patrícia Leal (aluna do 11º C)

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Recordando-te

De manhã acordei
Senti-me ofegante
A tua cara lembrei
Fiquei radiante.

Não pensei encontrar-te
Nesse dia distante
Pensei em chamar-te
No mesmo instante.

Seguindo pela estrada eu ia
Absorto nos meus pensamentos
Imaginei como seria
Falar-te por momentos.

Pelo sol fomos iluminados
E pelo romance inundados
Corri para te abraçar
E jamais te deixar.


Nuno Lage (aluno do 11ºC)

sábado, janeiro 22, 2005

Brevemente na escola: Café Filosófico

O café filosófico está a ser uma realidade dos nossos dias…é difícil caracterizar este género de “reuniões”, onde não há um programa a cumprir, onde todos os participantes têm voz activa, sem censura, sem limites…
Será que podemos afirmar que se trata de reuniões livres?
Talvez, vem descobrir…


Clarisse Oliveira (professora)

Pensamentos...

“A do homem não pode “ser vivida” repetindo os padrões da espécie; é ele próprio – cada um de nós – quem deve viver. O homem é o único animal que pode estar aborrecido, que pode estar enojado, que pode sentir-se expulso do paraíso”
Erich Fromm, Ética e Psicanálise

“ A liberdade não é uma filosofia e nem sequer é uma ideia: é um movimento da consciência que nos leva, em certos momentos, a proferir dois monossilábicos: Sim ou Não. Na sua brevidade instantânea, como a luz do relâmpago, desenha-se assim o sinal contraditório da natureza humana”
Octávio Paz, La outra voz

“ Não devemos de nos preocupar com viver muitos anos, mas com vivê-los satisfatoriamente; porque viver muito tempo depende do destino, viver satisfatoriamente depende da tua alma. A vida é grande quando é cheia; e torna-se cheia quando a alma recuperou a posse do seu bem próprio e transferiu para si o domínio de si própria”
Séneca, Cartas a Lucílio


“ Tanto a virtude como o vício estão em nosso poder. Com efeito, sempre que está em nosso poder fazer, está-o também não fazer, e sempre que está em nosso poder o não, está-o também o sim, de maneira que se está em nosso poder agir quando é belo fazê-lo, estará em nosso poder não agir quando é vergonhoso”
Aristóteles, Ética a Nicómaco


“ O homem livre em nada pensa menos que na morte, e a sua sabedoria não é uma meditação da morte, mas da vida”
Espinosa, Ética


Clarisse Oliveira (professora)

A natureza

A natureza é tudo o que rodeia o Homem estando ele também incluído naquilo a que chamamos natureza. A primeira ideia que nos vem à cabeça quando se ouve a palavra natureza é a de que isso significa umas quantas árvores plantadas nalgum sítio, paisagens verdejantes, pássaros e animais no seu habitat natural. Ora, o Homem está incluído na natureza… Mas, será isto somente a natureza? Certamente que não…
A palavra natureza adquiriu um sentido mais amplo e a verdade é que está em constante modificação. Antigamente a natureza era de facto bela, o Homem sentia-se bem. Agora, o Homem tem um maior acesso à cultura e àquilo que ela significa. Dessa forma, ele verá a sua própria natureza e a natureza que o rodeia.
A cultura adquirida, pelo Homem, quer sob a forma de estudo, quer sob a forma de costumes e valores vai-se reflectir consoante o meio em que cada um esta inserido. É óbvio que um citadino, que vive numa cidade de betão armado, terá uma visão tanto da sua natureza como Homem, como da natureza que o rodeia, completamente diferente da visão de um elemento integrante de uma tribo africana ou amazónica.
Pelo que foi dito, torna-se fácil perceber que a cultura ou o sentido da mesma é variável consoante o meio e os métodos da aprendizagem de cada indivíduo. Num sentido mais prático a cultura ganha novo significado: o conhecimento académico. Até que ponto este conhecimento ajudará à preservação da natureza?
Reflectindo mais um pouco sobre a natureza do Homem esta é deveras muito complexa. As diferentes culturas em que o Homem está inserido “formam” diferentes formas de pensamento… Existem diferentes naturezas, para diferentes culturas….

Georgina (aluna do10ºD,nº10)

A Mulher

A Mulher é um ser humano tal como o Homem. Nasce, cresce, reproduz-se e morre. Apesar desta semelhança a sociedade trata-os de forma diferente. Actualmente, a mulher tem conseguido igualar os direitos em relação ao homem, mas o que acontece na realidade faz com que se ponha em causa o cumprimento dos seus direitos. Nas sociedades desenvolvidas a mulher atingiu patamares superiores a nível da educação, a nível profissional…já provaram ao mundo o seu enorme potencial, que durante séculos foi escondido pelos seus pais e maridos. O direito ao voto, o direito a conta bancária… são algumas conquistas da mulher. No entanto, o caminho não chegou ao fim, como por exemplo a legalização do aborto ainda é uma questão que “paira no ar”.
Às vezes é impossível imaginar a verdadeira liberdade… da ou para a mulher; basta lembrar que muitas vezes, o corpo da mulher é encarado como simples objecto das fantasias sexuais do homem.
Penso que a emancipação só trouxe trabalho, mas ela é necessária, para nos afirmarmos como seres humanos. Só com muito trabalho e dedicação as mulheres podem mostrar ao mundo as suas qualidades, o potencial muitas vezes abafado…

Inês Santos (aluna do 10º D, nº 11.)

sexta-feira, dezembro 17, 2004

não se ergue

não se ergue uma casa sem contradições
sobretudo nas margens de um rio
como não se ergue apenas com pedras ou os actuais tijolos.
para uma casa é preciso sobretudo tempo
só um tempo longo, muito longo, pode construir em uma casa os integrais espaços
uma casa só cresce sobre o túmulo dos que a habitaram
só deles é eterna a casa

Aires Montenegro, Sagrado Letes

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Se tudo correr bem

A Escola andará por aqui no próximo sábado.

Daniel Faria

Algumas iniciativas têm passado pela escola. Outras podem passar pelo site: Daniel Faria.